A rua

postado em 19 de dez de 2014 08:24 por Andre Martins   [ 19 de dez de 2014 10:21 atualizado‎(s)‎ ]
Wesley DinizFerreira
 
Professor de Arte e formador  no Cemepe

Via todo dia,

A via da rodovia,

A via que nem sequer me via,

E pela via temos que passar...

 

Horas de ida, horas de volta, dela não podemos escapar!

Vejo os indivíduos antropocêntricos no tablado chamado RUA.

Paro e olho naquele momento,

A violência crua e nua...

 

 

A prostituição não é mais privilégio da noite!

A informalidade não é mais somente dos iletrados!

A mendicância não é mais só dos mendigos!

A RUA não é a mesma do passado!

 

 

Por ela passam os enclausurados – zumbis do capitalismo, sufocados pelo consumismo.

A RUA este grande teatro urbano,

Cenário social de agentes ativos e ao mesmo tempo passivos,

Guiados por fatores ideológicos e políticos.

 

 

A RUA esta grande vitrine mutável,

Na história é testemunha ocular,

Viu os cavalos se mecanizar e a luz por si só acender e apagar.

As vestimentas dos transeuntes se modificar.

 

Na rua me divirto e às vezes me complico,

De repente nem sei mais quais são meus direitos e deveres.

O público em função do privado,

O privado em função dos seus interesses...

 

 

Olho para as pessoas e tento entende-las...

Não vejo alma,

Não vejo vida.

Presencio apenas corpos andantes, mentes flutuantes.

 

 

Não vejo mais as brincadeiras de criança,

O urbano mudou de figura.

A tecnologia retirou-as da RUA, e como fada madrinha,

Apresentou-as aos jogos eletrônicos...

As brincadeiras acabaram!

E com elas os bate-papo dos vizinhos, o sossego dos velhinhos, o cantar dos passarinhos...