Relatos de Experiência

Dengue, Coleta Seletiva e Água na EM Professor Jacy de Assis

postado em 28 de abr de 2016 12:29 por Andre Martins   [ 4 de mai de 2016 06:47 atualizado‎(s)‎ ]

Relato de experiência do projeto interdisciplinar Dengue, Coleta Seletiva e Água, na EM Professor Jacy de Assis

Elisângela de Azevedo Silva Rodrigues (*)

Samuel do Carmo Lima (**)


INTRODUÇÃO

A educação está inserida num contexto amplo que abrange processos formativos que se desenvolvem no cotidiano: na vida familiar, na convivência humana, no ambiente de trabalho, nas instituições de ensino, nos movimentos sociais, nas manifestações culturais e organizações da sociedade civil. Assim o ensino é valido a partir do instante em que é refletido e capaz de provocar mudanças de ações e comportamentos (BONETTI, 2007). Segundo o Boletim Epidemiológico da Dengue publicado semanalmente pela Secretaria Municipal de Saúde, de janeiro a maio de 2015, foram notificados 13.361 casos da doença no município de Uberlândia. Dos quais, 10 (dez) casos evoluíram para óbito (BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE, 2015). Segundo informações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), analisando a correlação da ocorrência de casos notificados de Dengue dos bairros que apresentaram os maiores índices, o bairro São Jorge se destacou, observando um número significativo de casos de alunos com a doença.


 OBJETIVO GERAL

Implantar um projeto transversal na Escola Municipal Professor Jacy de Assis como estratégia de promoção da saúde para prevenção e controle da Dengue concomitante com os projetos de Coleta Seletiva e Água.


METODOLOGIA

O projeto foi desenvolvido com aproximadamente 180 alunos do ensino fundamental II (6º ano), em quatro etapas:

1ª Etapa: Capacitação dos alunos aprendendo sobre a Dengue: conceito, sintomas, prevenção, exposição do índice de infestação da Dengue no Bairro São Jorge por meio de mapas.

2ª Etapa: Aula Laboratório “Ciclo de vida do mosquito”: identificação de ovos, larvas e pupas, mosquito na lupa.

 3ª Etapa: Coleta Seletiva: observar o microterritório (a sala de aula) conservar a limpeza da sala de aula, fazer o descarte correto do lixo seco e do lixo úmido e ao final da aula deposita o cesto de lixo no container da PMU.

4ª Etapa: Palestra DAME sobre a economia da Água, a situação atual da água em Uberlândia, Minas Gerais, Brasil e no mundo, além de um debate a respeito das formas de utilização da água e a relação com a Dengue.

 

RESULTADO E DISCUSSÃO: CONCLUSÕES

No 16 de maio, dia escolar e Dia da família na Escola, foi montado um quiosque exclusivo a respeito da Dengue que recebeu muitas visitações. O projeto possibilitou uma maior afetividade entre professor e aluno, provavelmente devido o projeto fazer conexão com a realidade vivida pelos alunos. Estudos comprovam a importância da afetividade docente para o desenvolvimento cognitivo de crianças da educação infantil. A escola deve promover o desenvolvimento integral do educando e precisa ajudá-lo a aprender em todos os sentidos. Ou seja, não somente quanto a conhecimentos e habilidades intelectuais e em relação ao mundo exterior, mas também no desenvolvimento de habilidades sociais, pessoais, atitudes, valores, ideais e seu mundo interno.

 

REFERÊNCIAS

BONETTI, A. M (org). Práticas alternativas para o ensino: relato de experiências do PET/Biologia-UFU. Uberlândia-EDUFU, 2007.

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE. Disponível em: <http://www.uberlandia.mg.gov.br/uploads/cms_b_arquivos/13183.pdf> Acesso em 26/05/2015.


Utilização do autódromo como gincana avaliativa

postado em 26 de abr de 2016 13:20 por Andre Martins   [ 3 de mai de 2016 10:05 atualizado‎(s)‎ ]

Relato de experiência da utilização do autódromo como gincana avaliativa, na EM Professor Jacy de Assis, no município de Uberlândia

Silma Rabelo Montes (*)

Elisângela de Azevedo Silva Rodrigues (**)


APRESENTAÇÃO

Nos dias de hoje há várias discussões acerca da melhor forma de avaliar os educandos e têm sido propostas maneiras diversificadas de avaliação. A avaliação, no âmbito educacional, reporta aquela tradicionalista, tecnicista, conservadora, classificatória, utilizada na pedagogia conservadora. Este tipo de avaliação consiste na aprovação e reprovação dos alunos (HOFFMANN, 2001). A forma tradicional de avaliação a prova dissertativa ou de múltipla escolha costuma deixar o aluno ansioso no dia anterior à prova. Em carteiras enfileiradas, sem poder mexer o pescoço para o lado: ameaça de “pesca” ou “cola” (a depender de onde o aluno venha).

 OBJETIVO GERAL

Avaliar saberes e, principalmente, emprego do autódromo como gincana avaliativa na disciplina de Geografia com alunos do 6º ano da EM Professor Jacy de Assis, bairro São Jorge, no município de Uberlândia, Minas Gerais.

 METODOLOGIA

ETAPAS-1) Como o nome indica, a atividade simula uma corrida de automóveis, uma disputa de Fórmula 1 ou Fórmula Indy, em que cada equipe simboliza um veículo, seus saberes e a compreensão destes saberes; 2) Antes de iniciar as atividades, os alunos do PIBID confeccionaram em folhas de papel, usando giz colorido e pincel atômico, os carros de corrida, a pista automobilística e 24 placas com as quatro alternativas e respostas (VV, VF, FF ou FV);3) Organizados em grupos, foram designados os grupos com 4 a 5  integrantes. Assim, cada grupo recebia as 4 placas com as alternativas (VV, VF, FF ou FV);4) Em seguida o professor explica as regras da corrida, lê duas questões, pausadamente.  A partir do momento era sinalizado, o grupo tinha 30 segundos para se reunir e trocar ideias, opiniões e respostas das questões;5) ao ser sinalizado pela segunda vez, todos os representantes do grupo deveria levantar a placa e indicar a resposta; 6). Essa atividade foi utilizada como parte do processo avaliativo, a colocação no pódio determinava o desempenho do aluno e sua nota.

 RESULTADOS/DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

Conclui-se que a gincana como ferramenta avaliativa, atende ao que os especialistas apontam como pluralismo na utilização de outras ferramentas de medição do conhecimento da avaliação associada à realidade do aluno, despertamento às questões sociais, trabalho voluntário e formação para a vida.


 REFERÊNCIAS

AKAMOTO, B. A. M. A avaliação em questão: Perrenoud e Luckesi 1º Simpósio Nacional de Educação e XX Semana da Pedagogia, 2008. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/30417960/a-avaliacao-em-questao-perrenoud-e-luckesi>, acesso em: 22 abril 2012.

ALENCAR, V. 8 formas de avaliar sem ser por múltipla escolha. Disponível em: < http://porvir.org/8-formas-de-avaliar-sem-ser-por-multipla-escolha> acesso em 27 set. 2015.

ANTUNES, C. A sala de aula de geografia e história: Inteligências múltiplas, aprendizagem significativa e competências no dia-a-dia/Celso Antunes. Campinas, SP: Papirus, 2001.  (Coleção Papirus Educação).

 HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001


1-2 of 2