Combate ao Bullying

Literatura infanto-juvenil ajuda a combater o bullying

postado em 23 de jun de 2016 10:25 por Andre Martins   [ 23 de jun de 2016 11:23 atualizado‎(s)‎ ]


A ideia é que a leitura literária seja divulgada  como forma de subsidiar a temática da amizade e da não-violência.

O livro infanto-juvenil “Zumbidão, o Zangão Zangadão” de Marta Fontoura Queiroz Cantuário com ilustrações de Débora Borges (2015, Editora Pergtamo) foi cedido pela autora, em formato digital, para compartilhamento em nosso site. A ideia é que o livro possa ser divulgado entre professores em aulas de leitura literária. E que possa, também, auxiliar no trabalhado com a temática da amizade e da não-violência.

O livro merece nossa atenção maior por se uma “prata da casa”. Tanto a autora, Marta Fontoura, quanto a ilustradora, Débora Borges, “têm uma história uma contar” na educação do município, seja em suas escolas de origem, seja como formadoras do Cemepe. E, nesse sentido, merecem nosso reconhecimento por irem além de suas atribuições com esse trabalho artístico encantador.

A alegoria de Zumbidão imaginada por Marta e materializado nos desenhos de Débora falam de um inseto atrevido que teve a oportunidade de compreender a diferença entre amigos sinceros e amigos interesseiros. O texto, além de enfatizar a importância da amizade, a importância de termos alguém do nosso lado, “ensina” que brincadeiras são feitas para nos levar a sorrir e não a chorar, porque as boas amizades, nas palavras da autora, podem ajudar a nos tornar pessoas melhores e cada vez mais felizes.

Pela história é possível chamar a atenção de nossos educadores para a temática do respeito às diferenças e para a não violência que está associada à problemática do bullying em nossas escolas. Problema esse que chamou a atenção do poder legislativo, sancionando a Lei 13.185/2015 que dispõe sobre o combate à essa prática de intimidação sistemática.  A Lei, em seu artigo 4º. Insiso II, determina a capacitação dos docentes e da equipe pedagógica para a implementação de ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema. Assim, a Literatura é uma ótima via para que a lei seja, esteticamente, cumprida. Para concluir essa apresentação, selecionamos, no quadro a seguir, algumas frases da obra bastante instigantes para desenvolvermos o debate. 


 “Por causa do jeitão de Zumbidão, muitos procuravam manter-se à distância. Afinal, seu ferrão era doído e suas palavras também."

 

“Zumbidão e seus amigos gostavam de brincadeiras ditas “sem graça”, pois no final das mesmas sempre tinha alguém chorando. Eles faziam uns contratos de chutar, de dar rasteira e outras agressões. ”

 “Não se esqueça de usar os remédios que lhe receitarei, eles irão curar o seu corpo, mas o seu coração só poderá ser curado pela força do amor que deve brotar dentro de você. ”

 “Zumbidão não ferroava mais ninguém com seu ferrão nem com sua língua e, aos poucos, ele entendera o significado da palavra brincar. ”

 

Livro na íntegra

NTE cria material digital para trabalhar com a temática do bullying

postado em 22 de jun de 2016 12:35 por Andre Martins   [ 22 de jun de 2016 12:38 atualizado‎(s)‎ ]

Cresce cada vez mais o número de debates e notícias referentes às questões que envolvem as práticas violentas no ambiente escolar com destaque para o bullying.
O bullying ou intimidação sistemática se caracteriza pela força e poder, quando um indivíduo ou um grupo pratica, de forma intencional e repetitiva, brigas, ofensas, comentários maldosos, humilhações, agressões físicas e psicológicas contra uma ou mais pessoas. Para prevenir e combater esta situação de violência em todo território brasileiro foi sancionada a Lei 13.185/2015 que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática e estabelece, também, regras que definem casos de intimidação realizados por meio da internet.

Neste contexto, o Núcleo de Tecnologia e Educação (NTE/Cemepe) propôs a criação de objetos digitais que abordam a temática, buscando, assim,  subsidiar ações nas escolas e nos encontros de formação com professores da rede. A intensão é instigar momentos de discussões, informações, conscientização e combate à prática do bullying. 

Dessa forma, o primeiro material digital elaborado pelo núcleo sobre o tema é um vídeo informativo de 3 minutos criado no Powtoon, uma ferramenta da web que permite a criação de apresentações e vídeos animados. 

O vídeo está incorporado abaixo e  pode ser acessado pelo link do You Tube: https://youtu.be/NGcizWLJe80
 

Ninf e a Implementação da Lei 13.185/2015

postado em 21 de jun de 2016 13:00 por Andre Martins   [ 21 de jun de 2016 13:07 atualizado‎(s)‎ ]

Formação pessoal e social na Educação Infantil e a Implementação da Lei 13.185/2015

Por Eulia Rejane Silva (Ninf/Cemepe)

É possível observar, pelas tentativas de mudanças nas políticas públicas educacionais, que a educação vem sendo entendida como uma das mediações fundamentais para a mudança social. As profundas contradições que marcam a sociedade brasileira indicam a existência de graves violações dos direitos prescritos no Artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil e levam às múltiplas formas de violências contra a pessoa humana cujas consequências são a exclusão social, econômica, política e cultural, promovendo desigualdades e as discriminações.

Problemas, presentes na sociedade, são atribuídos aos sistemas de ensino, em todos os níveis e modalidades e deles também são cobrados os esforços necessários para reverter uma situação que foi construída historicamente. Compreende-se, portanto, que instituir o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) – Lei 13.185/2015 - em todo o território nacional é uma forma de reconhecer esses reveses e de exigir o compromisso dos vários setores públicos e civis para superá-los.

 

No Município de Uberlândia, a Lei Municipal 11.444/2013 e as Orientações às unidades escolares da rede municipal de ensino (educação infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos) dizem respeito ao processo de formação contínua permanente em serviço e em rede com os/as profissionais da educação. Os documentos tomam como foco a problematização das práticas pedagógicas e seus significados para o cumprimento dos objetivos de uma educação humanizadora. Os textos orientam as instituições de ensino a tornarem-se espaços de inserção das relações étnicas e morais que precisam permear a sociedade.

 Seguindo essa proposta geral de Formação, o Núcleo das Infâncias vem realizando a formação com profissionais que atuam na Educação Infantil e Rede Conveniada no sentido de contribuir para uma reflexão contínua sobre a prática político-pedagógica e, assim, transformar, gradativamente as ações cotidianas. E, dessa forma, cumprir sua função sociopolítica e pedagógica. Isso inclui “capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema”, conforme prescrito no artigo 4º, inciso II, da Lei 13.185/15 citada neste texto.

 As formações realizadas pelo Núcleo das Infâncias/Cemepe são planejadas considerando a autonomia e heteronomia das crianças e a dimensão ética traduzidas nos elementos concretos do cotidiano das crianças. Essas formações levam em conta o fato de que por meio dos primeiros cuidados que a criança percebe seu próprio corpo, organiza suas emoções e amplia seus conhecimentos sobre o mundo. Portanto, é fase de desenvolvimento propícia a implementação das ações mencionadas nos incisos I, II, VII e IX do artigo 4º da lei 13.185/15.

Desde 2013, o Núcleo das Infâncias/Cemepe vem realizando formação permanente com profissionais que atuam com crianças de 0 a 5 anos, dentre as quais se destacam: Educação na primeira infância a luz do século XXI: Discutindo a dimensão relacional no ambiente escolar (15/10 /2013); Leitura e contação de histórias na educação infantil: das práticas vigentes à formação de leitores (fevereiro de 2014 a dezembro de 2015); Filosofia das infâncias (agosto a novembro de 2014); O Cuidar e o Educar na perspectiva legal (março/2014); Implementando a Lei 10.639/03 com Infâncias (agosto a novembro de 2014); Bem-estar físico, mental e profissional (maio a dezembro de 2015). Nessas formações foram abordados temas como “sobrepeso na infância”, “obesidade infantil”, “bem-estar físico e mental”, “qualidade de vida”, “educação e família”, “violência doméstica” e “diversidade etnicorracial”.  Tais temáticas contribuíram para reflexão sobre como podemos prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade.

 Ao contribuir para a percepção de si e do outro, o Núcleo das Infâncias compreende que é possível repensar as relações de gênero, raça/etnia, valorizar a pluralidade cultural, a autonomia, a identidade, a cultura local e regional, os cuidados relativos à saúde, higiene e alimentação, a ética e cidadania, a imaginação e fantasia, a proteção, afeto e aconchego, os jogos e brincadeiras, e essencialmente, o respeito aos direitos da criança. Cumprindo, assim, o disposto no inciso VII, do artigo 4º -  promoção da cidadania, da capacidade empática e do respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua.

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